quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A ARTE DE CONSTRUIR PONTES


Pra se construir uma ponte, precisa-se de muito tempo, de um projeto, um planejamento bem estruturado. Não se constrói pontes por impulso, sem um longo tempo de reconhecimento da área e das estruturas para que ela possa ser forte o suficiente pra não rachar!
Assim são as relações duradouras... são como pontes, têm que ser feitas pacientemente!
Já cheguei um dia a acreditar no amor instantâneo, à primeira vista... mas amores não são instantâneos, instantâneas são as paixões... paixões muitas vezes avassaladoras daquelas que tiram seu ar, seu prumo, sua lucidez... esse tipo de relação rápida demais é apenas paixão!
O amor não machuca, constrói
O amor não tira o fôlego, te dá asas
O amor não consome, alimenta
O amor não corrói, repara feridas
O amor não atropela, espera
O amor não se afoba, acalma
O amor não te tira a lucidez, te faz crescer!
E um amor pra ser construído, precisa de paciência, reconhecimento do terreno, lucidez, calma, e tempo!
Nunca ouvi falar de grandes obras feitas em poucos dias... Tudo o que existe de mais firme no mundo precisou de tempo pra se tornar forte...
Grandes obras, assim como grandes árvores ou grandes amores, precisaram ser regados, cultivados e de tempo pra crescer...
Que cuidemos da plantinha que o amor nos reservou, pois se soubermos regá-la, tirar os bichinhos que tentarem devorá-la, protegê-la do tempo ruim e ter muita paciência, ela um dia poderá se tornar uma grande árvore, e quem sabe poderemos então acreditar que na verdade grandes amores é que constroem pontes entre os corações das pessoas!!

sábado, 11 de junho de 2011

AnderSONS...


Pra quem tem o privilégio de conviver com Anderson Nóbrega, entende bem o plural dessa palavra: ANDERSONS... Sim! Anderson é um músico e um homem pluralíssimo! Multinstrumentista, autodidata e um conhecedor profundo das raízes de tudo que emana e inspira o melhor da música brasileira e quiçá de outras paragens.
Já ouvi falar por aí que nós não escolhemos a música, mas é a música que nos escolhe, e como escolheu bem o Anderson, não é mesmo? Além de virtuoso violonista, conduz com maestria de poucos o 7 cordas, esbanja talento no cavaquinho, bandolim e em todos os sons percussivos que troam no seu juízo e se traduzem em seus dedos mágicos! Como se não bastasse, ainda é um baita compositor e arranjador. Um pacote completo de musicalidade!
Anderson consegue guiar tudo isso com sensibilidade, simplicidade e carisma, encantando a todos que o cercam, pois, como um Midas da música, tudo que ela toca vira ouro!
Nunca estudou uma nota sequer de partitura. Sua música e seu talento são totalmente intuitivos e divinais e é nessas horas que eu tenho certeza que os anjos habitam de vez em quando por aqui, pra tocar pra gente na terra e nos fazer acreditar que a verdadeira música brota do coração!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

divagações...

Minha alma se alimenta do tempo
De tudo que se foi, do que passou
Das coisas boas e ruins que me formataram
Que me fizeram vezes doce, vezes amarga
Meio triste e meio feliz
Uma mistura de tantos sentimentos, um verdadeiro mix de emoções
E é tão bom ser complexa, ser ambígua, ser mortal, ser humana!
Isenta de perfeição, mas cheia de possibilidades!!

INTUIÇÃO (Canção minha que está no Cd do violonista Josué Costa)


Não cabe mais em mim a solidão

Não quero mais saber de ser sozinho

Depois que te encontrei

Sosseguei meu coração

Tenho agora um amor

Pra seguir o meu caminho



Depois que me entreguei

Encontei minha canção

E canto agora como um passarinho

Estou então, feliz

Pois segui a intuição

E nunca mai eu seguirei sozinho



Eu bem que podia ter te dito não

Mas desde quando eu te vi

Selei o meu destino, então

Sabia que era você

Sabia que era o amor

Pois eu segui a minha intuição

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SUSTENTABILIDADE, O QUE É ISSO?


Hoje em dia todo mundo fala e “se preocupa” com sustentabilidade, mas pouco se sabe sobre isso e quais ações seriam necessárias para se atingir um ideal de sustentabilidade!
Isso tudo é, de uma certa forma, um assunto novo, inclusive pra mim (o que não me orgulha nem um pouco em admitir), mas pelo pouco que sei me fez prestar mais atenção nos desperdícios domésticos e me levaram a policiar a água das torneiras, as luzes acessas desnecessariamente em casa, desligar sempre o chuveiro quando estou me ensaboando, e outras coisas simples do cotidiano, as quais não banalizo, mas que eu sei que são só a ponta do iceberg, quando se discute sobre sustentabilidade.
É como se de repente pra mim o Planeta Terra passasse a ser um ser animado, com vida própria e passível de dor, é como se ele de repente estivesse sangrando e eu sentisse que precisasse fazer algo, fazer a minha parte!
Mas ser sustentável ou assumir uma postura sustentável, e cuidar desse Planeta machucado é muito mais amplo do que simplesmente evitar o desperdício doméstico ou reciclar o lixo! Pelos conceitos atuais, a grosso modo, é se utilizar dos recursos naturais ou não, sem agredir o meio ambiente, e propiciar uma harmonia entre este e as comunidades humanas, e sem comprometer o uso dos mesmos recursos paras gerações futuras! No entanto sem deixar de lado os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana, isso de acordo com a definição de Desenvolvimento Sustentável, segundo o Relatório Brundtland, publicado em 1987 pela Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (WCED), conceito este adotado pela ONU.
Então podemos perguntar: vale à pena ações paliativas, “pequenas” diante da grandeza que envolve o Desenvolvimento Sustentável do Planeta?
A partir do momento que se toma como premissa que os requisitos básicos para ser sustentável são: ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito; pode se pensar que qualquer outra atitude isolada não vá surtir efeito algum, mas a meu ver, se pensarmos no aspecto “culturalmente aceito”, esses pequenos comportamentos que vão propiciar mudanças cotidianas pessoais, podem ser ampliados e se tornar um hábito comum não só a uma residência, mas que se estenda a um condomínio, cidade ou país. Acredito nas mudanças sutis, fomentadas por pequenas rotinas diárias. É muito difícil imprimir uma mudança numa sociedade sem que ela esteja receptiva as mesmas e talvez estas pequenas mudanças dos hábitos domésticos possam fazer com que mudanças maiores fluam sem tanta estranheza.
Mas o Planeta tem pressa! Sabemos disso! Só que infelizmente não se pode processar uma mudanças que envolve tantos requisitos básicos, da noite para o dia, elas ocorrem lentamente... Só espero que não muito tarde, para que os males não se ampliem!!
E que fiquemos antenados com tudo que diz respeito ao meio Ambiente, tentando pensar em quais atitudes podemos assumir para começarmos as mudanças dentro da nossa casa pelo menos, pois se cada um fizer sua parte com certeza o mundo ficará bem melhor!
Para os curiosos tem um site bem interessante que aborda temas sobre sustentabilidade: http://www.atitudessustentaveis.com.br
E tem mais um site que você pode encontrar textos do ilustre professor Henrique Rattner, um incrível homem, sociólogo e pensador que tive o prazer de descobrir aqui pela net por esses dias, e do qual já virei fã: http://www.espacoacademico.com.br/arquivo/rattner.htm
Vale a pena ler tembém sobre a história de vida de Henrique Rattner (eu me emocionei muito com essa entrevista): http://www.espacoacademico.com.br/093/93entrevista_salles.htm

quarta-feira, 26 de maio de 2010


Prefiro não ter amor a tê-lo aos pedaços!
Fragmentado como doses de uma droga, que prescrita aos pouquinhos, não faz efeito algum...
Nem cura, nem mata!
... E como é bom morrer de amor!

terça-feira, 25 de maio de 2010

ESTAMOS CONECTADOS?


Atualmente nesses tempos de internet, parece que paralelamente as relações se tornaram muito banalizadas. Eu que passei um bom tempo casada, quando me separei senti um grande choque com a forma que as pessoas se relacionam atualmente, pois tudo agora é muito virtual!
No "meu tempo" não havia msn, Orkut, essas coisas todas internéticas, cibernéticas.
Não muito atrás as pessoas tinham que ligar umas pras outras, se encontrar na rua ou em casa, havia uma maior interação entre elas. Sinto falta disso! E como sinto!
Essa onda de internet tem seu lado bom , é claro, mas propicia um comodismo enorme, parece que tudo fica de uma certa forma meio superficial. Teclo pra caramba, mas gosto mesmo é de falar, olhar no olho, interagir, sentir o cheiro das pessoas. Será que vamos mergulhar de vez nesse mundo obscuro, sem cheiro e sem toque que a internet propicia? Quero isso pra mim não!!
Quero me arriscar!!!
Quero olhar na cara das pessoas, sair de casa, ver gente na rua, observar o mundo, sair dessa bolha de plástico virtual, tocar, sentir cheiros e emoções que a internet até tenta provocar, mas tá longe de ser como aquelas sentidas no contato direto com outro ser humano.
No msn você nunca sabe se a pessoa está sendo totalmente sincera. Ela pode não querer conversar com você, aí põe o status de ocupado ou ausente, ou te bloqueia e diz que a net dela “caiu” e você vai ter apenas que acreditar nisso e que pode ou não ser verdadeiro. Os outros estão ali, dentro da tua casa, na tua frente, mas tão longe na verdade!
Esse tipo de relação, mascara a tua solidão, a tua falta de amigos verdadeiros, de amores verdadeiros, que bebem e farreiam junto com você, que te escutam, te contam novidades, te dão e recebem conselhos, olhando nos seus olhos e sabendo que cada palavra que você diz é sincera, pois o corpo muitas vezes fala mais do que mil palavras.
Quero meu mundo real de volta!!
Quero a conta do meu telefone mais alta!
Quero ir ao cinema, passear de mãos dadas, tomar água de coco na beira rio, caminhar no calçadão da Raul Lopes, tocar violão até o nascer do sol, bem acompanhada, é claro!
Quero tomar banho de chuva, me molhar, quebrar a cara, sorrir e chorar, pois meu corpo e meu coração não são virtuais e precisam desse tipo de interação para me fazerem acreditar que ainda estou viva, que ainda tenho emoções reais, e que ainda sou verdadeiramente humana!
Não quero simplesmente me conectar e desconectar à vida por um fio de computador... EU tô ligada direto, sem reiniciar ou deletar emoções.
Cada coisa boa ou ruim que me acontece eu sinto na pele e provocam cicatrizes, às vezes profundas e doloridas, mas são as minhas emoções, as marcas que quero que a vida deixe impressas em mim.
Preciso sentir todas as emoções do mundo, elas fazem de mim tudo que sou hoje e que posso me tornar amanhã...
Posso ficar conectada à internet, mas quero estar primeiramente conectada ao mundo real!