quarta-feira, 26 de maio de 2010


Prefiro não ter amor a tê-lo aos pedaços!
Fragmentado como doses de uma droga, que prescrita aos pouquinhos, não faz efeito algum...
Nem cura, nem mata!
... E como é bom morrer de amor!

terça-feira, 25 de maio de 2010

ESTAMOS CONECTADOS?


Atualmente nesses tempos de internet, parece que paralelamente as relações se tornaram muito banalizadas. Eu que passei um bom tempo casada, quando me separei senti um grande choque com a forma que as pessoas se relacionam atualmente, pois tudo agora é muito virtual!
No "meu tempo" não havia msn, Orkut, essas coisas todas internéticas, cibernéticas.
Não muito atrás as pessoas tinham que ligar umas pras outras, se encontrar na rua ou em casa, havia uma maior interação entre elas. Sinto falta disso! E como sinto!
Essa onda de internet tem seu lado bom , é claro, mas propicia um comodismo enorme, parece que tudo fica de uma certa forma meio superficial. Teclo pra caramba, mas gosto mesmo é de falar, olhar no olho, interagir, sentir o cheiro das pessoas. Será que vamos mergulhar de vez nesse mundo obscuro, sem cheiro e sem toque que a internet propicia? Quero isso pra mim não!!
Quero me arriscar!!!
Quero olhar na cara das pessoas, sair de casa, ver gente na rua, observar o mundo, sair dessa bolha de plástico virtual, tocar, sentir cheiros e emoções que a internet até tenta provocar, mas tá longe de ser como aquelas sentidas no contato direto com outro ser humano.
No msn você nunca sabe se a pessoa está sendo totalmente sincera. Ela pode não querer conversar com você, aí põe o status de ocupado ou ausente, ou te bloqueia e diz que a net dela “caiu” e você vai ter apenas que acreditar nisso e que pode ou não ser verdadeiro. Os outros estão ali, dentro da tua casa, na tua frente, mas tão longe na verdade!
Esse tipo de relação, mascara a tua solidão, a tua falta de amigos verdadeiros, de amores verdadeiros, que bebem e farreiam junto com você, que te escutam, te contam novidades, te dão e recebem conselhos, olhando nos seus olhos e sabendo que cada palavra que você diz é sincera, pois o corpo muitas vezes fala mais do que mil palavras.
Quero meu mundo real de volta!!
Quero a conta do meu telefone mais alta!
Quero ir ao cinema, passear de mãos dadas, tomar água de coco na beira rio, caminhar no calçadão da Raul Lopes, tocar violão até o nascer do sol, bem acompanhada, é claro!
Quero tomar banho de chuva, me molhar, quebrar a cara, sorrir e chorar, pois meu corpo e meu coração não são virtuais e precisam desse tipo de interação para me fazerem acreditar que ainda estou viva, que ainda tenho emoções reais, e que ainda sou verdadeiramente humana!
Não quero simplesmente me conectar e desconectar à vida por um fio de computador... EU tô ligada direto, sem reiniciar ou deletar emoções.
Cada coisa boa ou ruim que me acontece eu sinto na pele e provocam cicatrizes, às vezes profundas e doloridas, mas são as minhas emoções, as marcas que quero que a vida deixe impressas em mim.
Preciso sentir todas as emoções do mundo, elas fazem de mim tudo que sou hoje e que posso me tornar amanhã...
Posso ficar conectada à internet, mas quero estar primeiramente conectada ao mundo real!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

QUE TIPO DE AMOR EU QUERO PRA MIM?


Um dia desses me peguei pensando em que tipo de amor eu quero pra mim!
Sou até capaz de fazer uma lista enorme diante da vasta possibilidade do que significa amar! Pois amar é muito amplo e tem vários caminhos. Posso amar meus pais, meus filhos, meus amigos, meu trabalho, etc e etc, e outro ser que penso que poderia me completar, um amor assim de casal!
Mas talvez o problema não seja amar ou não amar, nem como amar e a quem amar.
O problema pode ser que tipo de amor nos preenche totalmente os espaços que sentimos vazios e qual desses tipos de amor nos fazem realmente ter a sensação de plenitude?
Às vezes temos muito amor à nossa volta mas não somos capazes de nos dar conta do grau da nossa escala de afetividade e ficamos cegos a ponto de não percebemos que ela está muito preenchida. Então, será que banalizamos o que possuímos por que não temos apenas um único item?
Será que precisamos ter tudo mesmo pra sermos felizes?
Muitas vezes uma pessoa bem casada e que não tem filhos, se sente incompleta pela falta desses filhos, outra que tem filhos mas não tem um(a) companheiro(a), sente falta desse amor romântico... sei bem o que é isso... Mas por conta dessas “faltas” geralmente nos lamentamos tanto que nem percebemos o que temos de bom, justamente por que criamos em nossa mente um padrão de felicidade cheio de regras e convenções sociais.
Ouço muitas amigas minhas que passaram há muito dos trinta, ficarem preocupadas com a opinião das pessoas pelo fato delas não terem casado e tido filhos a essa altura da vida, como se isso fosse algo obrigatório, uma lei! E quem disse que casamento e filhos são sinônimos de felicidade? Existem tantos casamentos de fachada e tantos divórcios atualmente. E a maternidade também não precisa ser propriamente biológica. Parece que temos uma enorme necessidade de imprimir nossa marca genética na história. No entanto nem todo bom reprodutor(a) é obrigatoriamente um bom pai ou boa mãe. E tem tanta criança esperando por pais em orfanatos!
O problema é que nós mulheres nos afobamos demais por conta desse relógio biológico, a possível chegada da menopausa e a futura impossibilidade de ter filhos! Acho e que é pressão demais pra qualquer uma suportar!
Existe um tempo pra nós sermos mães de nossos herdeiros biológicos, mas não para sermos MÃES realmente, não para darmos amor a uma criança. Nem existe um tempo pra sermos felizes e entendermos o que significa realmente amar, nos diversos sentidos que essa palavra possa abranger!
Então tentemos mudar nossos paradigmas, por que nunca se tem tudo na vida, mas, podemos supervalorizar o que temos, olhar o que HÁ, não o que FALTA!
Mas é lógico, nada nos impede de querer mais do que aquilo que temos! O que não é saudável é ficarmos lamentando demais pela falta do que não temos e nos tornarmos amargos por isso, pois desse jeito perdemos a capacidade de perceber as pequenas e tão importantes alegrias cotidianas e deixamos de lado a docilidade que nos faz atraentes aos olhos de qualquer pessoa!
E que tipo de amor eu quero pra mim?
Só quero que meu coração nunca fique árido, e que minhas emoções transbordem aguando o seu solo, para que ele fique cada vez mais fértil, mais propício para amar em todas as formas possíveis de amor... e que meu coração seja terra que ninguém ande, apenas voe com as asas que poderá então, ganhar por lá!

terça-feira, 4 de maio de 2010


É incrível como todo mundo gosta de teorizar sobre o que é bom ou não para a vida alheia ou sobre o que pode fazer ou não você feliz, sobre o que pode ou não dar certo!
Tudo bem que muitas emoções já foram provadas pela maioria das pessoas, o que torna as “teorias”, de certa forma comprovadas, mas eu acredito que cada experiência se processa diferentemente dentro de cada um, por que somos seres distintos e cada um de nós reage de um jeito a uma determinada situação.
Muitas vezes reprimimos as nossas emoções por que racionalmente aprendemos que uma forma ou outra é a correta. Mas o que é correto realmente?
Na minha concepção buscar um conselho nada mais é do que a tentativa de encontrarmos uma resposta para as nossas angústias através do que outra pessoa já passou, é como uma roupa do outro que a gente prova pra ver se cabe na gente e que pode dar certo ou ficar muito folgada ou apertada demais e às vezes temos que fazer uns ajustes que nem sempre funcionam!
Será que temos então que apelar por receitas de felicidade ou fórmulas do amor? Claro que não, se fosse assim não haveria tantas pessoas infelizes na face da terra e tantas pessoas bacanas solitárias!
Os livros de auto-ajuda estão aí, vendendo mais do que banana na feira e confesso que de vez em quando eu leio um, gosto de ver em que teoria eu me enquadro! Mas uma coisa que percebi é que no fundo eu não sigo muito "conselhos" e que muitas vezes eu só quero uma confirmação para o que eu já havia decidido, e quem convive comigo me fala sempre isso, que geralmente quando eu peço um conselho eu já tenho a minha idéia pré-formada, só quero na verdade a "aprovação alheia"!!
E por que é tão importante essa “aprovação” das pessoas nas nossas vidas? Ora, por que somos seres sociais e às vezes temos medo de tomar decisões e arcar com as consequências sozinhos, é muito mais fácil quando os erros surgem nós dizermos: mas foi fulano que me disse, beltrano que falou que era melhor assim!
Só que nem beltrano, nem fulano vão viver as nossas vidas por nós, não é mesmo?
É muito cultural esse negócio de felicidade e dentro de cada sociedade ainda existe a educação que cada um recebe da sua família, um monte de regras, sentimentos a serem reprimidos! Mesmo assim, ainda podemos perceber irmãos criados pelos mesmos pais, com pensamentos totalmente opostos, por que cada um assimilou de maneira distinta o que lhes foi ensinado, cada um captou de um jeito e decidiu o que queria e poderia ser melhor para si próprio! E é assim que deve ser, não existe uma receita de felicidade! Por mais que os poetas escrevam e os psicólogos teorizem! Se cada um não escutar o próprio coração não pode dar certo. Podem até nos apontar um caminho, pois é muito fácil teorizar, idealizar, mas é lá no íntimo que vamos decidir o que nos faz realmente feliz!
E como diz a musiquinha daquele comercial: O que faz VOCÊ feliz?
Vai atrás das tuas próprias respostas e não precisa seguir esse meu conselho aí não, minha roupa pode ficar muito folgada em você!