
Um dia desses me peguei pensando em que tipo de amor eu quero pra mim!
Sou até capaz de fazer uma lista enorme diante da vasta possibilidade do que significa amar! Pois amar é muito amplo e tem vários caminhos. Posso amar meus pais, meus filhos, meus amigos, meu trabalho, etc e etc, e outro ser que penso que poderia me completar, um amor assim de casal!
Mas talvez o problema não seja amar ou não amar, nem como amar e a quem amar.
O problema pode ser que tipo de amor nos preenche totalmente os espaços que sentimos vazios e qual desses tipos de amor nos fazem realmente ter a sensação de plenitude?
Às vezes temos muito amor à nossa volta mas não somos capazes de nos dar conta do grau da nossa escala de afetividade e ficamos cegos a ponto de não percebemos que ela está muito preenchida. Então, será que banalizamos o que possuímos por que não temos apenas um único item?
Será que precisamos ter tudo mesmo pra sermos felizes?
Muitas vezes uma pessoa bem casada e que não tem filhos, se sente incompleta pela falta desses filhos, outra que tem filhos mas não tem um(a) companheiro(a), sente falta desse amor romântico... sei bem o que é isso... Mas por conta dessas “faltas” geralmente nos lamentamos tanto que nem percebemos o que temos de bom, justamente por que criamos em nossa mente um padrão de felicidade cheio de regras e convenções sociais.
Ouço muitas amigas minhas que passaram há muito dos trinta, ficarem preocupadas com a opinião das pessoas pelo fato delas não terem casado e tido filhos a essa altura da vida, como se isso fosse algo obrigatório, uma lei! E quem disse que casamento e filhos são sinônimos de felicidade? Existem tantos casamentos de fachada e tantos divórcios atualmente. E a maternidade também não precisa ser propriamente biológica. Parece que temos uma enorme necessidade de imprimir nossa marca genética na história. No entanto nem todo bom reprodutor(a) é obrigatoriamente um bom pai ou boa mãe. E tem tanta criança esperando por pais em orfanatos!
O problema é que nós mulheres nos afobamos demais por conta desse relógio biológico, a possível chegada da menopausa e a futura impossibilidade de ter filhos! Acho e que é pressão demais pra qualquer uma suportar!
Existe um tempo pra nós sermos mães de nossos herdeiros biológicos, mas não para sermos MÃES realmente, não para darmos amor a uma criança. Nem existe um tempo pra sermos felizes e entendermos o que significa realmente amar, nos diversos sentidos que essa palavra possa abranger!
Então tentemos mudar nossos paradigmas, por que nunca se tem tudo na vida, mas, podemos supervalorizar o que temos, olhar o que HÁ, não o que FALTA!
Mas é lógico, nada nos impede de querer mais do que aquilo que temos! O que não é saudável é ficarmos lamentando demais pela falta do que não temos e nos tornarmos amargos por isso, pois desse jeito perdemos a capacidade de perceber as pequenas e tão importantes alegrias cotidianas e deixamos de lado a docilidade que nos faz atraentes aos olhos de qualquer pessoa!
E que tipo de amor eu quero pra mim?
Só quero que meu coração nunca fique árido, e que minhas emoções transbordem aguando o seu solo, para que ele fique cada vez mais fértil, mais propício para amar em todas as formas possíveis de amor... e que meu coração seja terra que ninguém ande, apenas voe com as asas que poderá então, ganhar por lá!
Nossa amei... Carol, realmente a gente não dá valor p/ o que temos, não exergamos o verdadeiro amor que está do nosso lado!! dos verdadeiros amigos, dos nossos pais, irmãos...,mas sempre achamos que precisamos de mais e acabamos pensando q somos infelizes por não ter aquilo que esta difícil de conseguir!! bjus!!
ResponderExcluirPois é Luana, muitas vezes temos tudo pra sermos felizes e não nos damos conta... Bjão pra você!
ResponderExcluirMinha cara cronista, é pura alegria ver que sua pena escorre sem dó nessas páginas virtuais. Abordando temas de hoje, tão de ontem, tão de sempre. As ideias autênticas e bem colocadas me fazem apostar, sem receio, que a escritora ainda vai ganhar muitas linhas (e quem sabe alguns $$) pelos seus escritos! É visível sua evolução como escriba! Siga em frente, a ABL é o limite (risos poéticos)!
ResponderExcluirDe seu amigo-leitor-irmão-admirador
Willian Tito
Meu querido amigo-leitor-incentivador, o que seria de mim sem a tua força! Toda vez que paro de escrever, você está lá me cobrando, me cutucando, querendo uma produção ávida e constante de meus delírios! Obrigada pela tua amizade,pelo teu carinho e por acreditar tanto em mim!
ResponderExcluirTe adoro!